O Governo do Tocantins lançou nesta segunda-feira (9) o primeiro curso técnico em mineração do estado. Ao todo, serão ofertadas 420 vagas distribuídas em 14 municípios, com o objetivo de qualificar profissionais para atender à demanda crescente do setor mineral.

O anúncio foi realizado no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas.

O curso é resultado de uma parceria entre o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e a Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto). O presidente da Ameto, Carlos Eduardo Moraes, destacou que a formação deve ampliar as oportunidades de qualificação profissional no estado.

Segundo ele, atualmente muitas empresas precisam buscar profissionais em outros estados devido à falta de formação específica no Tocantins. Com a criação do curso técnico em mineração, os tocantinenses passam a ter mais oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho.

Carlos Eduardo Moraes acrescentou ainda que a iniciativa também abre caminho para ampliar a formação acadêmica voltada ao setor mineral. De acordo com ele, já foram iniciados diálogos com instituições educacionais para viabilizar, futuramente, cursos de nível superior na área de mineração.

Potencial mineral

O Tocantins possui potencial mineral expressivo e tem registrado crescimento nas atividades de pesquisa, prospecção e exploração de recursos naturais. Esse cenário amplia a necessidade de profissionais qualificados para atuar em diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o apoio às atividades de campo até o acompanhamento técnico dos processos de extração e beneficiamento de minérios.

Durante visitas institucionais realizadas pela Ameto a empresas instaladas no estado, foi identificada dificuldade recorrente na contratação de mão de obra técnica especializada formada localmente.

Segundo representantes do setor, grande parte dos profissionais qualificados atualmente vem de outros estados, o que eleva custos operacionais e dificulta a permanência desses trabalhadores na região.

Formação voltada ao mercado

O reitor do IFTO, Antônio da Luz Júnior, explicou que o curso é resultado de um trabalho conjunto iniciado há cerca de três anos entre as instituições.

De acordo com ele, foi identificado que não havia formação pública na área de mineração no Tocantins, nem em nível técnico nem superior, o que se tornava um gargalo para a expansão do setor. A partir dessa demanda apresentada pela Ameto, foi estruturada uma proposta de formação alinhada às necessidades das empresas.

A formação foi planejada para integrar conteúdo teórico e atividades práticas. A parte teórica será ofertada pelo IFTO, enquanto a prática ocorrerá dentro das empresas parceiras, ampliando as possibilidades de inserção dos estudantes no setor mineral.

Parceria com o setor produtivo

Representando o setor produtivo, o empresário Rubens Malaquias Amaral, da mineradora Pedreira Gramprata, destacou a importância da qualificação profissional para o crescimento da atividade mineral no estado.

Segundo ele, a capacitação da mão de obra é fundamental para o setor, pois contribui para aumentar a produtividade das empresas e fortalecer toda a cadeia produtiva.

Rubens Malaquias ressaltou ainda que o Tocantins possui grande potencial mineral ainda pouco explorado e que a formação técnica poderá contribuir para ampliar o desenvolvimento do setor, gerando emprego e renda.

Sobre o curso

O curso técnico em mineração terá duração de 18 meses, com aulas teóricas e práticas. Das 420 vagas ofertadas, metade será destinada a indicações de empresas parceiras e a outra metade será disponibilizada à comunidade por meio de edital público.

A estrutura formativa será organizada em três módulos de qualificação profissional: Operador de Mina, Amostrador e Beneficiador de Minérios, e Máquinas Pesadas e Equipamentos de Mineração.

O modelo permitirá que os estudantes desenvolvam competências alinhadas às demandas do setor produtivo e fortaleçam a cadeia mineral no Tocantins.

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